Hoje vamos falar sobre cobras, em especial, a Caninana (Spilotes pullatus).
Esta cobra é considerada uma das mais rápidas do mundo, quando ameaçada ela pode achatar a cabeça em sinal de alerta, pode chegar a 4 metros de comprimento.
A sua coloração também parece assustadora, pois muitas vezes na natureza a coloração “viva” de alguns animais serve de “alerta”. Isso indica que eles podem ser venenosos, o que pode afastar seus predadores.
Mas no caso da Caninana, muitas dessas informações levam as pessoas ao erro. Pois esta cobra na realidade não é venenosa. Ela pode até morder seres humanos quando se sentir ameaçada, mas não oferece perigo.
Para muitos ela é uma cobra mansa, evita o contatos com os seres humanos. Além disso, alimenta-se de aves, lagarto e roedores e, por isso, tendem a ser muito úteis no controle de pragas em áreas rurais de plantio.
São relativamente comuns no Brasil, assim como nas Américas Central e do Sul e são conhecidas também como arabóia, cobra-tigre, iacaninã, jacaninã, papa-ovo e papa-pinto.
O que fazer se encontrar uma cobra como esta? Nada, provavelmente ela vai se esquivar dos humanos e seguir o seu caminho, caso ela ofereça algum incômodo, chame um especialista (biólogo, veterinário etc) para retirá-la do local e restituí-la ao meio ambiente.
Nunca mate ou maltrate animais silvestres!
BioCamera Ação, você por dentro da Natureza. Imagens de Fabrício Queiroga em Pirenópolis - GO.
Ela é considerada pequena quando comparada à Garça-branca-grande (Ardea alba), mas pode chegar a 61 cm. Ela ocorre em praticamente todo o Brasil, onde também pode ser conhecida pelos nomes: garcinha-branca, garça-pequena e garcinha.
O nome “Egretta” do nome científico se refere ao feixe de plumas presentes em sua cabeça, em especial no período reprodutivo, Ela é toda branca e, segundo informações do Wiki Aves, (http://www.wikiaves.com) “a plumagem é rica em pó, o qual é produzido por plumas de pó concentradas no peito e nos lados do corpo”.
No vídeo é possível ver uma garça se alimentando de peixe, mas não é só. Também se alimenta de insetos, larvas, caranguejos, anfíbios e répteis. E por isso, são encontradas em locais com bastante água, como lagos, rios, beira-mar, mangues e etc.
Quando estão se reproduzindo é o casal que cuida do ninho, ou seja, ambos incubam os ovos que são esverdeados e/ou azulados. Após nascerem os filhotes, os pais os alimentam regurgitando a comida.
BioCamera Ação, curta, comente e compartilhe e nos ajude preservar o meio ambiente.
E a nossa última postagem referente ao 4º episódio da série Incursão Guarapari - Além das Praias, trás belezas naturais incríveis como nos outros episódios, mas com uma curiosidade imperdível.
A pergunta é: Você já viu uma lagoa com cor de Coca-cola?
Já pensou em tomar banho de mar, atravessar uma pequena faixa de areia tomar banho em um lago?
Não precisa responder nem pensar muito, confira o vídeo e conheça mais esta bela curiosidade que BioCamera Ação traz para você!
Agora vamos nos dedicar à Lagoa de Caraís, ou popularmente apelidada como Lagoa Coca-Cola. A caminhada, da entrada do parque até a lagoa, é de cerca de 2,5 km, com trechos pela vegetação e trechos pela praia.
Uma formação rochosa esconde o grande diferencial do parque. Uma lagoa, caprichosamente separada do mar por uma pequena faixa de areia. Somente isto já seria o suficiente para recompensar quem fez a caminhada.
Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola) Parque Estadual Paulo Cesar Vinha / Foto: Leonardo Milhomem
Mas as surpresas não param por aí! Ao chegar mais perto se vê que a cor da água é bem diferente do que estamos acostumados. Possui uma coloração escura, que lembra a cor da coca-cola. Os desavisados podem imaginar que trata-se de algum tipo de poluição.
Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola) / Foto: Leonardo Milhomem
Na realidade a cor da água é naturalmente escura por conta da vegetação em decomposição.
Peixes na Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola) / Parque Paulo Cazar Vinha/ Guarapari - ES / Foto: Léo Milhomem
Ou seja, é limpa, inclusive com peixes e algas, que pudemos fotografar sem grandes esforços.
Algas - Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola) / Foto: Léo Milhomem
O banho revela mais um prazer, a água não é gelada como costuma ser o mar da região, e isso permite um banho extremamente agradável, se pode passar horas dentro da lagoa sem sentir frio.
Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola)/ Foto: Léo Milhomem
Um caminho alternativo para se chegar à lagoa é um passeio de caiaque que pode ser agendado para grupos. Infelizmente não foi o nosso caso desta vez. Mas o lugar nos inspirou tanto que certamente retornaremos para trazer outras perspectivas deste lugar tão surpreendente.
Lagoa de Caraís (Lagoa Coca-cola) / Foto: Léo Milhomem
O Parque Estadual Paulo César Vinha (PEPCV) fica às margens de uma rodovia bastante conhecida na região que liga a capital Vitória a Guarapari (Rodovia do Sol, Km 38), a entrada é gratuita. Como o acesso é fácil, até as pessoas menos acostumadas com trilhas podem ser aventurar.
Entrada do Parque / Foto: Léo Milhomem
BioCamera Ação, recomenda !
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E nossa incursão por Guarapari - ES continua! Mas agora fomos a outro parque. Ele inclui trilhas maravilhosas por trechos de Mata Atlântica e restinga, uma longa faixa de praia e uma lagoa de água doce, inacreditável. Este é o Parque Estadual Paulo César Vinha, convido você a conhecê-lo agora no nosso 3º episódio da incursão por Guarapari - ES.
Este parque, com toda essa diversidade de locais e belezas naturais incríveis, já esteve ameaçado pela ganância de extratores de areia. Pessoas locais nos informaram que a areia branca era cobiçada para a fabricação de vidros. Mas um biólogo ativista resolveu lutar pela preservação do lugar, ele se chamava Paulo César Vinha, daí o atual nome do parque.
PEPCV / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem
Graças a esse ativista, para o qual deixamos a nossa homenagem, hoje a área é um parque estadual belíssimo e aberto à visitação. Ele faz parte dos parques estaduais do Espírito Santo e, em resumo, é lindo!
A primeira trilha (Clúsia) é bem curtinha, apenas 150m, por um trecho de floresta, com árvores altas e uma vegetação realmente incrível. Com exceção dos mosquitos (que são muitos), todo é resto é perfeito. Com um pouco de sorte é possível avistar alguns animais, porém o que mais chama a atenção, sem dúvidas, são as plantas com suas inflorescências e infrutescências.
Frutos encontrados na trilha Clusia - Parque Estadia Paulo Cesar Vinha / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem
Terminando a primeira trilha é possível fazer a segunda, Trilha da Restinga (2,5km) que percorrendo cerca de 1,5km se chega à Praia e mais 1km à Lagoa de Caraís. Na caminhada até à praia é possível observar muita fauna e flora selvagem, o caminho é reto (linear) e acessível, inclusive para cadeirantes. Durante o trajeto encontramos borboletas, uma cobra, além de lindas flores. Os tipos de vegetação também são diversos e, neste trecho, um bom observador percebe as transições entre elas, com destaque para o brejo herbáceo.
Flores encontrados na trilha Restinga - Parque Estadia Paulo Cesar Vinha / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem
Se não fossem pelos marimbondos que adoraram a sandália do Léo (confira no vídeo) a caminhada teria sido tranquila. Se bem que não teria sido tão divertida. Do ponto em que os marimbondos quiseram a sandália em diante o Léo fez a trilha descalço ou com apenas uma sandália, que só foi recuperada na volta após um outro visitante "resgatá-la".
A chegada à praia proporciona uma vista espetacular, daquelas que nos fazem recarregar as “baterias” e aumentar, ainda mais, a nossa satisfação de lutar pela preservação do meio ambiente.
Parque Estadual Paulo Cesar Vinha / Foto: Leonardo Milhomem
Daí em diante se pode optar por continuar a caminhada até a lagoa pela praia ou por uma trilha paralela. Optamos pela praia e pudemos observar, novamente, os Piru-pirus (Haematopus palliatus), desta vez se alimentando, vocalizando e fazendo pequenos voos encantadores.
E no fim da trilha… faltam adjetivos para descrever a beleza e a maravilhosa sensação de encontrar uma lagoa separada do mar, apenas por uma pequena faixa de areia. A este cenário acrescenta-se uma formação rochosa, vegetação nativa e montanhas ao fundo. Lindo é pouco! O vídeo pode ajudar a entender o que sentimos ao chegar.
Mar e Lagoa de Caraís - PEPCV
A Lagoa de Caraís não é de água salgada e possui uma temperatura ótima para banho e uma cor que a faz ficar conhecida popularmente como “Lagoa coca-cola”. Mas a ela dedicaremos um vídeo e um post inteiro em seguida.
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Aviso: Não manuseie plantas ou animais selvagens sem conhecimento. BioCamera Ação não maltrata animais, respeita a legislação ambiental e busca sempre as imagens de forma que todo o meio ambiente seja respeitado.
Após fazermos a trilha pelo Morro da Pescaria, um breve mergulho na Praia do Ermitão e caminhar pelas rochas (veja o post anterior) chegamos ao canal que separa a Ilha da Raposa.
A bela vista e a sensação de paz já seriam suficientes para recompensar a caminhada, mas BioCamera Ação resolveu ir além, queríamos trazer para os nossos seguidores imagens e curiosidades da ilha.
Canal para a Ilha da Raposa Foto: Leonardo Milhomem
Após uma travessia tranquila (que você pode acompanhar pelo vídeo), chegamos finalmente à ilha. O cuidado para não pisar nos animais e plantas ao subir na rocha foi o que primeiro nos preocupou. Depois disto, a mistura de medo e euforia são imediatamente substituídos pela curiosidade.
Travessia para Ilha da Raposa / Foto: Leonardo Milhomem
Urubus: Foto Leonardo Milhomem
A primeira caminhada revela que os frequentadores assíduos da ilha são os urubus, talvez não pela disponibilidade de alimento e sim pela tranquilidade do lugar. Mas estávamos em busca dos Piru-pirus (Haematopus palliatus), da família de aves marinhas. Eles podem ser encontrados em quase toda a América, se alimentam de moluscos com conchas, como os mexilhões, os caramujos e outros pequenos animais invertebrados.
Piru-Piru (Haematopus palliatus)
Encontramos poucos Piru-pirus, pois um bando deles voou para o outro lado da ilha assim que chegamos para registrar as imagens. No entanto, foi possível registrar alguns indivíduos. Imaginamos que eles poderiam estar fazendo ninhos, mas no local que eles se encontravam havia apenas rochas, o que na realidade indica ser um local de alimentação, considerando que eles colocam os ovos na areia.
Frutificação de cactácea / Foto: Leonardo Milhomem
Ainda na ilha fomos presenteados com a possibilidade de registrar a frutificação de uma espécie de cacto. Não que isso seja raro, mas é interessante e até bonito ver um fruto com a casca rosa e uma polpa branca cheia de sementes surgindo de uma planta espinhosa, parecida com uma pitaya ou mandacaru.
Ao retornar para da praia, o mar estava um pouco mais violento, o que tornou o retorno um pouco mais difícil, mas nada que atrapalhasse capturar algumas imagens submarinas.
Assim finalizamos nossas atividades pelo Morro da Pescaria, mas não por Guarapari. No dia seguinte fomos ao Parque Estadual Paulo César Vinha, outro lugar espetacular, com trilhas, mar e lago de águas muito diferentes, mas isso, só no próximo episódio.
Aviso: A fruta do cacto das imagens foi deixada na ilha próxima à planta “mãe”. Não manuseie plantas ou animais selvagens sem conhecimento. BioCamera Ação não maltrata animais, respeita a legislação ambiental e busca sempre as imagens de forma que todo o meio ambiente seja respeitado.