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junho 12, 2017

4 Coisas sobre as joaninhas, inclusive SEXO !

Todo mundo conhece joaninha, certo?

Mas elas têm algumas curiosidades que eu duvido que você saiba!


Poderiam ser escritos livros inteiros sobre as joaninhas. Elas possuem um ciclo de vida complexo, são muito diversas, e fazem parte da maior ordem dos insetos, a dos besouros. Ah, e fazem sexo de forma interessante.

1) As joaninhas são besouros

É possível que você já saiba que as joaninhas são insetos (3 pares de patas e 2 pares de asas), mas dentro das várias ordens dos insetos ela está na ordem coleoptera. Isso significa dizer que um dos pares de asas é modificada para formar uma espécie de carapaça dura (quitinosa) assim como os demais besouros, o outro par de asas, servem para voar.

Joaninhas


2) Inofensivas para nós e um terror para os pulgões

As joaninhas mais comuns são inofensivas para nós. Quem nunca brincou com uma delas na infância? Mas elas são grandes predadoras de outros insetos, como os pulgões por exemplo. Com isso são consideradas ótimas para os jardins, podem comer cerca de 5000 pulgões durante a sua vida, o que ajuda a proteger muitas plantas contra pragas.

3) São muito diversas


Saber exatamente o número de espécies de besouros não é fácil, pois eles são a ordem mais diversa dos insetos, inclusive especula-se que muitas espécies nunca nem foram descobertas. E com as joaninhas não é diferente, alguns sites informam que são de 4500 a 5000 espécies pelo mundo.

4) Sexo

Esses animais copulam de uma forma muito interessante, a espécie que filmamos, por exemplo, fazia movimentos relativamente bruscos e rápidos, o que nos pareceu bastante interessante considerando a “delicadeza” destes animais Confira o vídeo !
Veja o vídeo !


Fontes:



maio 16, 2017

Olhos D'Água Alexânia-GO - Parte 2

Voltando ao pequeno povoado que os encantou no interior de Goiás, vale relatar que naquele local o Historiador  Paulo Bertran em seu livro “História da Terra e do Homem no Planalto Central”  escreveu que “Pelo meridiano de 48º35’25” da linha de Tordesilhas(...)” Este meridiano corta, além de outras cidades goianas, Olhos D'Água.



Pois bem, essa é uma das surpresas que queríamos trazer para vocês.

Linha do tratado de Tordesilhas: Imagem: google maps
O tratado de Tordesilhas. Ele foi assinado em 1494. “O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde.” (wikipedia).
Tratado de Tordesilhas / Fonte: Wikipedia

Há muitas controvérsias sobre qual seria de fato o local da famosa linha imaginária, geógrafos e historiadores divergem quanto ao real local, considerando a curvatura da terra, uma suposta inclinação da famosa linha, tudo isso causado pela ausência de uma expedição que fora acordada na assinatura do trato e nunca realizada de fato. Mas o que nos interessa é que um grande estudioso da economia, geografia e história do planalto central (Paulo Bertran), em seus estudos descreveu por onde passaria a famosa linha.



E cá estamos nós, exatamente neste local.
Linha do tratado de Tordesilhas sobre Olhos D'Água / Imagem: google maps


Aos mais curiosos a imaginação permite ir longe, não só pela linha em si, mas pelo clima interiorano, com suas casas históricas, que o local nos propicia.
Entrada do Bar Museu / Olhos D'Água - Alexânia/Foto: LMR

O vídeo nos permite ter uma ótima idéia do que seria da Coroa Portuguesa e Espanha (Coroa de Castela, à época).

Quem diria que este pequeno povoado teria uma história tão interessante?

Mas ainda tem mais coisas lindas como Antiquário e belas iniciativas como o Banco de Sementes do Brasil, também podem ser encontrado em Olho D’Água. Sobre isso, escreveremos em nosso próximo post. Não perca e não esqueça de seguir nosso Blog, Canal no Youtube e FaceBook.
Fotos: Ana Paula Andrade e Leonardo Milhomem

abril 10, 2017

Detalhes tão pequenos...

Você já deve ter percebido que adoramos fotos, vídeos, aventura e natureza. Hoje vamos mostrar alguns detalhes da natureza que passam despercebidos por muita gente, são as pequenas belezas naturais.


Para se fotografar esses seres vivos bem pequenos utilizamos a lente “macro”, que permite se aproximar bastante do objetos a ser fotografado sem que se perca o foco. É exatamente essa proximidade que nos permite registrar coisas que passam despercebidas para a maioria das pessoas.


Essa flor, por exemplo, possui cerca de 1cm. Com esse tamanho nosso olho geralmente não perceberia a riqueza de detalhes.


A umidade dos musgos, liquens e fungos também podem ser percebidos de uma forma diferente. E tudo isso, na realidade pode ser encontrado em uma simples casca de árvore.




O detalhe da formiga:







Observe bem essa mosca listrada no furo que foi feito em uma fruta:


E o que parece ser uma floresta, na realidade não passa de algumas briófitas e os esporófitos (hastes e cápsulas). Em outras palavras, em pleno ciclo reprodutivo. Muitas delas não tem nem 2 cm.




Para finalizar, um lindo vídeo com a seleção de fotos tiradas com a lente macro no cerrado Brasileiro.


Todas as fotos foram tiradas por Leonardo Milhomem, cedidas para BioCamera Ação. Local: Chácara São Francisco / Alexânia - GO.

Agradecimento a Lázaro e Lázara, proprietários do local.

Veja mais coisas lindas ou curiosas em nosso canal do youtube:
https://www.youtube.com/channel/UCul8jpy1QZCcbgQfORcFTiA

março 17, 2017

Caninana - (Spilotes pullatus)

Hoje vamos falar sobre cobras, em especial, a Caninana (Spilotes pullatus).


Esta cobra é considerada uma das mais rápidas do mundo, quando ameaçada ela pode achatar a cabeça em sinal de alerta, pode chegar a 4 metros de comprimento.
A sua coloração também parece assustadora, pois muitas vezes na natureza a coloração “viva” de alguns animais serve de “alerta”. Isso indica que eles podem ser venenosos, o que pode afastar seus predadores.
Caninana (Spilotes pullatus) / Foto: Fabrício Queiroga
Mas no caso da Caninana, muitas dessas informações levam as pessoas ao erro. Pois esta cobra na realidade não é venenosa. Ela pode até morder seres humanos quando se sentir ameaçada, mas não oferece perigo.


Para muitos ela é uma cobra mansa, evita o contatos com os seres humanos. Além disso, alimenta-se de aves, lagarto e roedores e, por isso, tendem a ser muito úteis no controle de pragas em áreas rurais de plantio.



São relativamente comuns no Brasil, assim como nas Américas Central e do Sul e são conhecidas também como arabóia, cobra-tigre, iacaninã, jacaninã, papa-ovo e papa-pinto.


Caninana (Spilotes pullatus) / Foto: Fabrício Queiroga
O que fazer se encontrar uma cobra como esta? Nada, provavelmente ela vai se esquivar dos humanos e seguir o seu caminho, caso ela ofereça algum incômodo, chame um especialista (biólogo, veterinário etc) para retirá-la do local e restituí-la ao meio ambiente.



Nunca mate ou maltrate animais silvestres!


BioCamera Ação, você por dentro da Natureza.

Imagens de Fabrício Queiroga em Pirenópolis - GO.


No facebook: https://www.facebook.com/bio.camera

março 14, 2017

Garça-branca-pequena a ave que tem pó !

Quem nunca parou para observar uma garça?
Quem nunca chegou perto de uma garça de jardim para saber se era de verdade, ou de uma de verdade para saber se era de jardim?
As garças chamam a nossa atenção não é de hoje, mas além disso possuem algumas peculiaridades interessantes.
Hoje, nos dedicaremos à Garça-branca-pequena (Egretta thula).






Ela é considerada pequena quando comparada à Garça-branca-grande (Ardea alba), mas pode chegar a 61 cm. Ela ocorre em praticamente todo o Brasil, onde também pode ser conhecida pelos nomes: garcinha-branca, garça-pequena e garcinha.


O nome “Egretta” do nome científico se refere ao feixe de plumas presentes em sua cabeça, em especial no período reprodutivo, Ela é toda branca e, segundo informações do  Wiki Aves, (http://www.wikiaves.com) “a plumagem é rica em pó, o qual é produzido por plumas de pó concentradas no peito e nos lados do corpo”.


No vídeo é possível ver uma garça se alimentando de peixe, mas não é só. Também se alimenta de insetos, larvas, caranguejos, anfíbios e répteis. E por isso, são encontradas em locais com bastante água, como lagos, rios, beira-mar, mangues e etc.
BioCamera Ação
Garça-branca-pequena (Egretta thula) / Foto: Fabrício Queiroga

Garça-branca-pequena (Egretta thula) / Foto: Fabrício Queiroga

Garça-branca-pequena (Egretta thula) / Foto: Fabrício Queiroga

Garça-branca-pequena (Egretta thula) / Foto: Fabrício Queiroga



Quando estão se reproduzindo é o casal que cuida do ninho, ou seja, ambos incubam os ovos que são esverdeados e/ou azulados. Após nascerem os filhotes, os pais os alimentam regurgitando a comida.


BioCamera Ação, curta, comente e compartilhe e nos ajude preservar o meio ambiente.


BioCamera Ação, você por dentro da Natureza !




Fonte das informações:
http://www.wikiaves.com/garca-branca-pequena

fevereiro 17, 2017

Incursão Guarapari - Além das praias Ep. #3 - Parque Estadual Paulo Cesar Vinha

E nossa incursão por Guarapari - ES continua! Mas agora fomos a outro parque. Ele inclui trilhas maravilhosas por trechos de Mata Atlântica e restinga, uma longa faixa de praia e uma lagoa de água doce, inacreditável. Este é o Parque Estadual Paulo César Vinha, convido você a conhecê-lo agora no nosso 3º episódio da incursão por Guarapari - ES.


Este parque, com toda essa diversidade de locais e belezas naturais incríveis, já esteve ameaçado pela ganância de extratores de areia. Pessoas locais nos informaram que a areia branca era cobiçada para a fabricação de vidros. Mas um biólogo ativista resolveu lutar pela preservação do lugar, ele se chamava Paulo César Vinha, daí o atual nome do parque.

Entrada do Parque - Guarapari - ES
PEPCV / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem
Graças a esse ativista, para o qual deixamos a nossa homenagem, hoje a área é um parque estadual belíssimo e aberto à visitação. Ele faz parte dos parques estaduais do Espírito Santo e, em resumo, é lindo!


A primeira trilha (Clúsia) é bem curtinha, apenas 150m, por um trecho de floresta, com árvores altas e uma vegetação realmente incrível. Com exceção dos mosquitos (que são muitos), todo é resto é perfeito. Com um pouco de sorte é possível avistar alguns animais, porém o que mais chama a atenção, sem dúvidas, são as plantas com suas inflorescências e infrutescências. 

Frutos encontrados na trilha Clusia - Parque Estadia Paulo Cesar Vinha / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem


Terminando a primeira trilha é possível fazer a segunda, Trilha da Restinga (2,5km) que percorrendo cerca de 1,5km se chega à Praia e mais 1km à Lagoa de Caraís. Na caminhada até à praia é possível observar muita fauna e flora selvagem, o caminho é reto (linear) e acessível, inclusive para cadeirantes. Durante o trajeto encontramos borboletas, uma cobra, além de lindas flores. Os tipos de vegetação também são diversos e, neste trecho, um bom observador percebe as transições entre elas, com destaque para o brejo herbáceo. 

Flores encontrados na trilha Restinga - Parque Estadia Paulo Cesar Vinha / Foto:Ana Paula A.S. Milhomem

Se não fossem pelos marimbondos que adoraram a sandália do Léo (confira no vídeo) a caminhada teria sido tranquila. Se bem que não teria sido tão divertida. Do ponto em que os marimbondos quiseram a sandália em diante o Léo fez a trilha descalço ou com apenas uma sandália, que só foi recuperada na volta após um outro visitante "resgatá-la".


A chegada à praia proporciona uma vista espetacular, daquelas que nos fazem recarregar as “baterias” e aumentar, ainda mais, a nossa satisfação de lutar pela preservação do meio ambiente. 
Guarapari - ES Brazil Praia
Parque Estadual Paulo Cesar Vinha / Foto: Leonardo Milhomem
Daí em diante se pode optar por continuar a caminhada até a lagoa pela praia ou por uma trilha paralela. Optamos pela praia e pudemos observar, novamente, os Piru-pirus (Haematopus palliatus), desta vez se alimentando, vocalizando e fazendo pequenos voos encantadores.
Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, Guarapari, Espírito Santo, Brazil
Piru-pirus (Haematopus palliatus) / Foto: Leonardo Milhomem
E no fim da trilha… faltam adjetivos para descrever a beleza e a maravilhosa sensação de encontrar uma lagoa separada do mar, apenas por uma pequena faixa de areia.  A este cenário acrescenta-se uma formação rochosa, vegetação nativa e montanhas ao fundo. Lindo é pouco! O vídeo pode ajudar a entender o que sentimos ao chegar.
Mar e Lagoa de Caraís - PEPCV

A Lagoa de Caraís não é de água salgada e possui uma temperatura ótima para banho e uma cor que a faz ficar conhecida popularmente como “Lagoa coca-cola”. Mas a ela dedicaremos um vídeo e um post inteiro  em seguida.

Gostou? Então compartilhe com seus amigos que merecem conhecer essa beleza !

Comente, pergunte, curta, compartilhe, mande mensagens, adoramos interagir com nossos leitores.

Não perca o próximo episódio no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCul8jpy1QZCcbgQfORcFTiA) !

BioCamera Ação, você por dentro da Natureza !

Informações adicionais:

A entrada ao parque é liberada para visitantes
É Gratuita
Fica na: Rodovia do Sol, Km 38
Funciona entre: 8h e 17h

Nos encontre também:

Aviso: Não manuseie plantas ou animais selvagens sem conhecimento. BioCamera Ação não maltrata animais, respeita a legislação ambiental e busca sempre as imagens de forma que todo o meio ambiente seja respeitado.

Fontes:



fevereiro 15, 2017

Incursão Guarapari - Além das praias Ep. #2 - Morro da Pescaria e Ilha da Raposa




Após fazermos a trilha pelo Morro da Pescaria, um breve mergulho na Praia do Ermitão e caminhar pelas rochas (veja o post anterior) chegamos ao canal que separa a Ilha da Raposa.




A bela vista e a sensação de paz já seriam suficientes para recompensar a caminhada, mas BioCamera Ação resolveu ir além, queríamos trazer para os nossos seguidores imagens e curiosidades da ilha.
Guarapari - Espírito Santo
Canal para a Ilha da Raposa Foto: Leonardo Milhomem

Após uma travessia tranquila (que você pode acompanhar pelo vídeo), chegamos finalmente à ilha. O cuidado para não pisar nos animais e plantas ao subir na rocha foi o que primeiro nos preocupou. Depois disto, a mistura de medo e euforia são imediatamente substituídos pela curiosidade.

Travessia para Ilha da Raposa / Foto: Leonardo Milhomem
Guarapari
Urubus: Foto Leonardo Milhomem
A primeira caminhada revela que os frequentadores assíduos da ilha são os urubus, talvez não pela disponibilidade de alimento e sim pela tranquilidade do lugar. Mas estávamos em busca dos Piru-pirus (Haematopus palliatus), da família de aves marinhas. Eles podem ser encontrados em quase toda a América, se alimentam de moluscos com conchas, como os mexilhões, os caramujos e outros pequenos animais invertebrados.

Guarapari Ilha da Raposa
Piru-Piru (Haematopus palliatus)
Encontramos poucos Piru-pirus, pois um bando deles voou para o outro lado da ilha assim que chegamos para registrar as imagens. No entanto, foi possível registrar alguns indivíduos. Imaginamos que eles poderiam estar fazendo ninhos, mas no local que eles se encontravam havia apenas rochas, o que na realidade indica ser um local de alimentação, considerando que eles colocam os ovos na areia.

Frutificação de cactácea / Foto: Leonardo Milhomem
Ainda na ilha fomos presenteados com a possibilidade de registrar a frutificação de uma espécie de cacto. Não que isso seja raro, mas é interessante e até bonito ver um fruto com a casca rosa e uma polpa branca cheia de sementes surgindo de uma planta espinhosa, parecida com uma pitaya ou mandacaru.

Ao retornar para da praia, o mar estava um pouco mais violento, o que tornou o retorno um pouco mais difícil, mas nada que atrapalhasse capturar algumas imagens submarinas.

Assim finalizamos nossas atividades pelo Morro da Pescaria, mas não por Guarapari. No dia seguinte fomos ao Parque Estadual Paulo César Vinha, outro lugar espetacular, com trilhas, mar e lago de águas muito diferentes, mas isso, só no próximo episódio.

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Não perca o próximo episódio no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCul8jpy1QZCcbgQfORcFTiA) !

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Informações adicionais:

A entrada ao parque é liberada para visitantes
Custa: R$ 3,00 (fev/2017)
Funciona entre: 7h e 17h
Não possui site

Nos encontre também:

Aviso: A fruta do cacto das imagens foi deixada na ilha próxima à planta “mãe”. Não manuseie plantas ou animais selvagens sem conhecimento. BioCamera Ação não maltrata animais, respeita a legislação ambiental e busca sempre as imagens de forma que todo o meio ambiente seja respeitado.
Fontes:



http://www.wikiaves.com/piru-piru