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junho 01, 2017

Olhos D'Água Alexânia-GO - Parte 4

Em mais uma postagem sobre o querido Olhos D’Água, vamos nos dedicar ao Bar Museu e à Fatinha Fitas e Fios. (https://youtu.be/MGECEyHgPg4)



Se você acha que vamos falar sobre um bar para tomar uma cerveja, ou uma baladinha, ou até mesmo daqueles com uma sinuca e mesinhas de ferro… Você está enganado! Este Bar é diferente de quase todos que você já viu por aí.
Por fora, as duas portinhas rústicas, e por vezes um megafone com músicas sertanejas antigas, já começam a mostrar que ali há um diferencial.

Antes mesmo de entrar, o visitante já percebe, pelas pinturas, papéis colados, escrituras e fotografias que aquele não é incomum.

Quando se entra e não há ninguém, um cachorro que fica atrás do balcão late e avisa aos donos que há um cliente, enquanto se espera é impossível não olhar para os lados. e ver os registros históricos, mapa, fotografia, avisos etc, que cobrem toda a parede, é impossível não ficar alguns minutos olhando.

Mas não esqueçamos que fomos a um bar, e então vamos em frente. A especialidade são as cachaças curtidas (se colocam frutas, cascas, raízes) e se deixa por longo tempo até que a pinga incorpore os sabores ou propriedades do que foi colocado dentro dele. Tudo isso acomodado em garrafas do tipo “PET”.

A simpatia dos donos é outro atrativo. Trata-se de um casal de senhores que cuidam de dois bares na cidade. O Bar Museu, sem dúvida é o mais famoso deles. É daqueles que você entra, escolhe uma pinga e toma de pé (mesmo que tenha cadeira) e o atendente lhe permite uma boa prosa.

Passagem obrigatória para quem visita Olhos D’Água, mesmo para quem não bebe. O BAR MUSEU abre também aos domingos.

Vale lembrar ainda que é em frente a este bar que passa a linha do Tratado de Tordesilhas, mas vamos deixar que a própria proprietária fale mais sobre ele (veja o vídeo).


Exatamente ao lado do bar há uma linda loja de artesanatos, trata-se da Fatinha Fibras e Fios. Não é sem motivos que inclusive ela foi matéria do Fantástico.

Os Artesanatos são lindos, são feitos com fibras de bananeira, palhas de milhos e diversas folhas do cerrado. Por mais que a gente se esforce para descrever, é preciso ver as imagens (veja as fotos e o vídeo).

Além de ser um amplo espaço e bem organizado, os atendentes são receptivos e se pode encontrar tecelagens feitas a mão.

Não imaginávamos encontrar tantas atrações em tão pequeno e povoado, mas a receptividade dos moradores e a história, do lugar, nos proporcionou e rendeu 4 posts com belas histórias e imagens.

Esperamos que tenham gostado. Comente, curta, compartilhe e nos ajude a preservar e divulgar as coisas boas da história e da natureza!



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maio 16, 2017

Olhos D'Água Alexânia-GO - Parte 2

Voltando ao pequeno povoado que os encantou no interior de Goiás, vale relatar que naquele local o Historiador  Paulo Bertran em seu livro “História da Terra e do Homem no Planalto Central”  escreveu que “Pelo meridiano de 48º35’25” da linha de Tordesilhas(...)” Este meridiano corta, além de outras cidades goianas, Olhos D'Água.



Pois bem, essa é uma das surpresas que queríamos trazer para vocês.

Linha do tratado de Tordesilhas: Imagem: google maps
O tratado de Tordesilhas. Ele foi assinado em 1494. “O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde.” (wikipedia).
Tratado de Tordesilhas / Fonte: Wikipedia

Há muitas controvérsias sobre qual seria de fato o local da famosa linha imaginária, geógrafos e historiadores divergem quanto ao real local, considerando a curvatura da terra, uma suposta inclinação da famosa linha, tudo isso causado pela ausência de uma expedição que fora acordada na assinatura do trato e nunca realizada de fato. Mas o que nos interessa é que um grande estudioso da economia, geografia e história do planalto central (Paulo Bertran), em seus estudos descreveu por onde passaria a famosa linha.



E cá estamos nós, exatamente neste local.
Linha do tratado de Tordesilhas sobre Olhos D'Água / Imagem: google maps


Aos mais curiosos a imaginação permite ir longe, não só pela linha em si, mas pelo clima interiorano, com suas casas históricas, que o local nos propicia.
Entrada do Bar Museu / Olhos D'Água - Alexânia/Foto: LMR

O vídeo nos permite ter uma ótima idéia do que seria da Coroa Portuguesa e Espanha (Coroa de Castela, à época).

Quem diria que este pequeno povoado teria uma história tão interessante?

Mas ainda tem mais coisas lindas como Antiquário e belas iniciativas como o Banco de Sementes do Brasil, também podem ser encontrado em Olho D’Água. Sobre isso, escreveremos em nosso próximo post. Não perca e não esqueça de seguir nosso Blog, Canal no Youtube e FaceBook.
Fotos: Ana Paula Andrade e Leonardo Milhomem

março 17, 2017

Caninana - (Spilotes pullatus)

Hoje vamos falar sobre cobras, em especial, a Caninana (Spilotes pullatus).


Esta cobra é considerada uma das mais rápidas do mundo, quando ameaçada ela pode achatar a cabeça em sinal de alerta, pode chegar a 4 metros de comprimento.
A sua coloração também parece assustadora, pois muitas vezes na natureza a coloração “viva” de alguns animais serve de “alerta”. Isso indica que eles podem ser venenosos, o que pode afastar seus predadores.
Caninana (Spilotes pullatus) / Foto: Fabrício Queiroga
Mas no caso da Caninana, muitas dessas informações levam as pessoas ao erro. Pois esta cobra na realidade não é venenosa. Ela pode até morder seres humanos quando se sentir ameaçada, mas não oferece perigo.


Para muitos ela é uma cobra mansa, evita o contatos com os seres humanos. Além disso, alimenta-se de aves, lagarto e roedores e, por isso, tendem a ser muito úteis no controle de pragas em áreas rurais de plantio.



São relativamente comuns no Brasil, assim como nas Américas Central e do Sul e são conhecidas também como arabóia, cobra-tigre, iacaninã, jacaninã, papa-ovo e papa-pinto.


Caninana (Spilotes pullatus) / Foto: Fabrício Queiroga
O que fazer se encontrar uma cobra como esta? Nada, provavelmente ela vai se esquivar dos humanos e seguir o seu caminho, caso ela ofereça algum incômodo, chame um especialista (biólogo, veterinário etc) para retirá-la do local e restituí-la ao meio ambiente.



Nunca mate ou maltrate animais silvestres!


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Imagens de Fabrício Queiroga em Pirenópolis - GO.


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